As ONGs têm desempenhado um papel significativo na promoção do desenvolvimento de serviços financeiros rurais informais. Embora as ONGs continuem a desempenhar um papel importante na promoção de microfinanças em muitos países em desenvolvimento, durante a década de 1990 o crescimento de “sistemas financeiros descentralizados” evoluiu muito além do que as ONGs iniciaram. A profissionalização e novos atores entrando em cena tornaram-se características determinantes.
Algumas ONGs desempenham um papel na implementação de uma política deliberada de descentralização de serviços financeiros rurais dentro da estrutura de iniciativas mais articuladas promovidas por bancos privados, grupos de interesse locais, governos e doadores. A prestação de serviços de apoio financeiro e não financeiro, pela mesma ou por diferentes organizações, bem como a sustentabilidade dos serviços fornecidos, tornaram-se as principais preocupações. Há uma grande variedade de novas abordagens, políticas, objetivos e atores. Em termos gerais, quatro tipos de atores promovem o desenvolvimento de IMFs rurais, além de ONGs agindo por iniciativa própria:
Organizações especializadas em desenvolvimento financeiro cooperativo de origem estrangeira, contratadas por doadores ou governos.
Uma rede bem estabelecida de instituições cooperativas de microfinanças pode mudar o fluxo de recursos financeiros de uma forma muito significativa. A Figura 8.2 descreve, de forma simplificada, a transferência de recursos e de poder decisório na intermediação financeira no setor bancário cooperativo. As diferenças entre o fluxo mostrado na Figura 8.2 e o da Figura 8.1 devem ser evidentes.